Voltar para Home/ Voltar para Página inicial/ Página Inicial Pular para o conteúdo

Logo: Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG) - Ir para a página inicial Deutsche Forschungsgemeinschaft

A biodiversidade está em alta

A biodiversidade é um alicerce importante da nossa vida. Abrange não só a diversidade de espécies de animais e vegetais, microorganismos e fungos e a variedade genética dentro das espécies, mas também os complexos processos ecológicos e interações em uma infinidade de habitats na Terra. No entanto a biodiversidade está sob ameaça! A transformação da Terra pelo homem leva inevitavelmente à perda de espécies. Há pouco conhecimento confiável sobre a extensão e os efeitos de tais perdas. É aqui que entra a pesquisa sobre biodiversidade: A sua tarefa é compreendê-la na sua totalidade e apresentar formas de preservá-la. A Fundação Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG) apoia a pesquisa sobre biodiversidade em numerosos projetos de pesquisa, bem como em outras iniciativas.

Exposição "VIELFALT ZÄHLT! - Uma Expedição através da Biodiversidade" - Diversidade colorida: O habitat florestal está crescendo.

Exposição "VIELFALT ZÄHLT! - Uma Expedição através da Biodiversidade" - Diversidade colorida: O habitat florestal estáa crescer.

© DFG / J. Schumacher

O Centro de Pesquisa iDiv (German Centre for Integrative Biodiversity Research), por exemplo, é uma dessas iniciativas. O IDiv é um centro de pesquisa da DFG, com cerca de 400 pesquisadores de instituições nas localidades de Halle, Jena e Leipzig, Alemanha. Nele, pesquisadores de 30 nações trabalham com base científica para um manejo sustentável da biodiversidade do nosso planeta. Além das pesquisas desenvolvidas pelo centro alemão, há uma plataforma chamada idata, cujo papel central é permitir aos pesquisadores da iDiv gerenciar, descrever, compartilhar, armazenar e preservar dados de biodiversidade e ecologia, com base nos princípios de gerenciamento de dados Find, Accessible, Interoperable and Reusable (FAIR), bem como mostrar a produção intelectual da iDiv.

Uma face mais lúdica para promover a Biodiversidade tem sido feita com a exposição itinerante "VIELFALT ZÄHLT (A diversidade conta)! Uma Expedição através da Biodiversidade". O intuito da exposição é tornar a biodiversidade e as pesquisas relacionadas ao tema mais acessíveis ao público em geral, bem como provocar uma sensibilização sobre a sua importância através da experiência pessoal.

Utilizando técnicas de multimídia, interativas e multissensoriais, a exposição transmite em dez estações o que é a biodiversidade, como é feita a pesquisa, o porquê ela é tão importante para nós humanos, além da relevância de protegê-la. A exposição está aberta ao público até 17.05.2020 no Palácio Japonês Senckenberg na cidade de Dresden (Alemanha) e de julho a outubro de 2020 estará no Museu Estadual de História Natural da cidade de Braunschweig (Alemanha).

Do outro lado do Atlântico...

A comunidade científica brasileira também está engajada no tema e conquistou nos últimos anos um apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicações. Em agosto de 2019 o MCTIC lançou a atualização da plataforma SiBBr (Sistema de Informação Sobre a Biodiversidade Brasileira).

Criado em 2014, o SiBBr é o banco de dados de referência do governo brasileiro sobre a biodiversidade nacional e traz coleções biológicas com dados de 160 mil espécies e mais de 15 milhões de registros de ocorrências em todo o país. No segundo semestre de 2019, o MCTIC, a ONU Meio Ambiente Brasil e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram, em Brasília, o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). A atualização da plataforma integra coleções biológicas de 97 instituições de pesquisa e museus nacionais, além disso, facilita a busca e compartilhamento dos dados com outros países.

O objetivo da plataforma online é integrar dados sobre a biodiversidade e os ecossistemas, provenientes de fontes diversas do Brasil e do exterior. Não só a nova plataforma, mas outras iniciativas visam contribuir com os cientistas brasileiros. Durante a 26ª reunião do Conselho de Governança da Plataforma Global de Informações em Biodiversidade (GBIF, em inglês), o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Marcelo Morales, anunciou a adesão do Brasil como membro pleno da entidade. Com a nova posição, o Brasil terá direito a voto nas reuniões do Conselho de Governança do GBIF. A participação do país na plataforma global deve beneficiar os pesquisadores brasileiros no acesso e compartilhamento de informações sobre biodiversidade. O Brasil abriga a mais rica biodiversidade do mundo, com 46.731 plantas e 118.928 animais catalogados.

Outra iniciativa brasileira de destaque é o Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistemicos (SINBIOSE), lançado em 2018 pela parceria entre CNPq, MCTIC, CAPES, FAPESP e CONFAP. Trata-se de um programa brasileiro, cuja abordagem interdisciplinar, visa estabelecer grupos de trabalho para processar os dados brasileiros já coletados e colocá-los a serviço da sociedade, disponibilizando-os a autoridades e gestores ambientais.

O SINBIOSE é uma estrutura de pesquisa inovadora no cenário nacional, desenvolvido a partir da necessidade de integrar informações de diferentes disciplinas para gerar conhecimento novo e relevante, dos pontos de vista científico e social. O centro, em sintonia com os modelos internacionais, como por exemplo o IDiv, propõe uma abordagem interdisciplinar e colaborativa na discussão de questões atuais sobre a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Ele está aberto à colaboração internacional, com outros centros de síntese e grupos de pesquisa que desejam contribuir para a sua missão.

Em agosto de 2019 o CNPq lançou uma chamada para selecionar projetos interdisciplinares e inovadores, de acordo com as diretrizes do SINBIOSE. Os temas foram bem diversos, que abrangeram a área de Biodiversidade de Serviços Ecossistêmicos. Para essa chamada, foram selecionadas algumas linhas temáticas relevantes, mas outras linhas de pesquisa também puderam ser propostas, desde que mantido o foco na área de biodiversidade e serviços ecossistêmicos. O resultado preliminar foi divulgado em novembro de 2019 e os projetos devem ter início em 2020 e duração de dois anos.

Com Informações: MCTIC, SiBBr e Biosintese