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Logo: Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG) - Ir para a página inicial Deutsche Forschungsgemeinschaft

Leibniz Lecture com Prof. Michael Brecht

“Sexo, toque e cócegas – A neurobiologia cortical do contato físico”

© DFG / David Ausserhofer

Como o cérebro mamífero responde a estímulos sensoriais? Será que essas respostas variam de acordo com o sexo? Orientado por estes questionamentos, o renomado cientista alemão Michael Brecht apresentará no Brasil sua inovadora pesquisa na área de neurobiologia cortical. Seu pioneiro trabalho que investiga como a atividade neural influencia o comportamento lhe rendeu em 2012 o Prêmio Leibniz – o maior prêmio científico da Alemanha, concedido pela DFG e conhecido como o equivalente germânico ao Nobel.

Professor na Universidade Humboldt e no Bernstein Center for Computational Neuroscience em Berlim, Brecht compartilhará suas recentes descobertas com a comunidade científica brasileira em duas Leibniz Lectures, conferências que serão realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A edição paulista acontecerá dia 24 de abril, às 14h30 na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Na capital carioca o evento acontece no dia 26 de abril, às 18h, no Instituto D’Or (IDOR).

Os eventos serão realizados no idioma inglês.

Tema da conferência
O córtex é a maior estrutura cerebral dos mamíferos. Uma de suas regiões, a chamada área somaticasenssorial, é responsável por receber informações táteis do corpo, desde toques, vibrações, até temperatura e dor. Embora já exista muito conhecimento acerca das respostas do cérebro para estímulos sensoriais experimentalmente premeditados e controlados, pouco se sabe sobre a reação cortical aos toques naturais e espontâneos, trocados entre congêneres em relações sociais. Para investigar este fenômeno, Brecht desenvolve experimentos a partir da interação de ratos.

O córtex somatossensorial pode ser comparado a um mapa, há nele diferentes regiões que correspondem a cada parte do corpo. Ao se estimular um membro, uma determinada região do córtex somatossonsorial, correspondente a este membro, é ativada. Em sua pesquisa, Brecht descobriu diferenças nas respostas corticais dependendo do sexo daquele que recebe os estímulos. O resultado foi uma surpresa, uma vez que o córtex somatossensorial é anatomicamente igual em machos e fêmeas. Esta é uma confirmação recente, realizada a partir da análise somatossensorial dos órgãos genitais: apesar do visível dimorfismo externo, foi observada uma incrível similaridade entre os mapas corticais que representam o clitóris e o pênis.

Outro objeto de estudo de Brecht são as cócegas – um toque corriqueiro, presente em nosso cotidiano e que intrigou intelectuais como Aristótelis, Francis Bacon e Charles Darwin. Pouco investigada pela ciência contemporânea, a cócega ainda mantém seus mistérios: por que a sentimos? Por que não podemos fazer cócegas em nós mesmos?

As pesquisas de Brecht buscam entender melhor este fenômeno e chegaram a resultados interessantes: sentir cócegas pode depender do humor e do temperamento – em um ambiente com condições agradáveis e confortáveis a recepção ao toque tende a ser mais positiva. Outra descoberta é que o córtex somatossensorial parece ter um papel central neste fenômeno, inclusive na provocação do riso. Além disso, foi também revelado que a região do córtex ativada durante as cócegas é mesma ativada pelo ato de brincar. “Me faz pensar que talvez as cócegas sejam um artifício do cérebro para fazer com que animais ou humanos interajam e brinquem uns com os outros”, declarou o pesquisador.

Para mais informações sobre o evento, Link auf PDF-Dateiclique aqui.

Externer LinkAssista aqui ao vídeo que apresenta uma das pesquisas do Prof. Brecht.